terça-feira, 21 de junho de 2011

Questão 2

1. Qual a diferença entre a idéia de "sociedade política" presente nas teorias contratualistas e a noção de sociedade civil de Hegel? Justifique a resposta.


Façam seus comentários até o fim da semana que vem (sexta-feira dia 01 de julho).

Este exercício não é obrigatório, mas vale um acréscimo de 0,10 na nota do trabalho.

7 comentários:

  1. Professor,
    Desculpa usar este espaço pra isso, mas preciso urgentemente que me adicione ao googledocs.
    joaokamensky@gmail.com
    assim que atender meu pedido eu apago este post.
    obrigado.

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  2. Na sociedade política das teorias contratualistas pensa-se o Estado como a instituição responsável para resolver conflitos da ordem de propriedade e do direito natural entre os homens. Já, a sociedade civil de Hegel é entendida como o momento no qual há a passagem das relações a nível apenas familiar para as relações a nível de Estado, desta forma as relações na sociedade civil-burguesa serão mais complexas do que as desenvolvidas na família, porém não tão complexas e articuladas quanto as que se dão quando já existe o Estado; É na sociedade cívil que há de fato direitos civis e que se desenvolvem conflitos.
    Portanto, a principal diferença entre estas concepções é que enquanto na sociedade política o Estado já está instaurado, a sociedade cívil é entendida como um intermediário entre família e Estado.

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  3. A diferença entre a idéia de "sociedade política" presente nas teorias contratualistas e a noção de sociedade civil de Hegel é que na primeira, a "sociedade política" é o próprio Estado, em que suas instituições, estruturas e autoridade peculiar são produtos puramente humanos, consequências de atos e convenções. Por outro lado, a sociedade civil de Hegel é um dos três níveis que a ação humana se articula, sendo as outras duas a família e o Estado, diferente deste último pois ele é produto de uma ação que obedece ao interesse geral de toda a coletividade, isto é, ao bem universal, já a sociedade civil deriva de ações com um interesse particular de cada indivíduo, e todos juntos formam um sistema de necessidades particulares, no qual o homem busca satisfazê-las por meio do trabalho.
    Desse modo, para Hegel o Estado é mais complexo do que para os contratualistas, que o utilizam como sinônimo para "sociedade política", uma vez que a sociedade civil para Hegel o antecede, pois não possui a Razão e a Liberdade do Estado.

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  4. A diferença entre “sociedade política” e a sociedade civil de Hegel fica clara na critica que Hegel faz as teorias contratualistas, nesta critica Hegel diz que o erro das teorias contratualistas foi identificar o Estado com a sociedade civil. Para os contratualistas o Estado é aquele que resolveria os conflitos de propriedade e liberdade entre os homens através de um contrato, já em Hegel dividimos a vida ética em três momentos: Família, Sociedade Civil e Estado. Assim o Estado de Hegel é aquele que possui os poderes constitucionais e os problemas de liberdade e propriedade se encontram na sociedade civil em que as pessoas estabelecem relações contratuais entre elas visando o beneficio próprio através da satisfação do outro. Percebemos então a separação em Hegel entre Estado e sociedade civil que nos contratualistas se encontram em uma síntese no termo Sociedade Política.

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  5. Nas teorias contratualistas em geral, a ideia de sociedade política caracteriza-se na presença de um Estado, absoluto em sua legitimidade, mediador dos conflitos em todos os âmbitos da sociedade, ou seja, caberia somente ao Estado o julgamento de situações adversas e conflituosas de forma a garantir a manutenção da ordem. Já na sociedade civil de Hegel existe uma diversificação das instâncias decisórias em três âmbitos, a Família, Sociedade Civil e Estado; entre essas divisões podem existir "contratos" que não necessariamente devem sofrer interferências do Estado.

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  6. As teorias contratualistas atribuem ao Estado o papel de regulador único, isto é, um agente indispensável na salvaguarda dos direitos e da liberdade que cada pessoa possui.

    Em Hegel, a sociedade civil é considerada como uma etapa de três(1-Família/2-Sociedade Civil/3-Estado), onde a última, o Estado, interfere pouco nas relações entre os indivíduos.

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  7. Para os teóricos contratualistas em geral a "sociedade política" ou "sociedade civil" é aquela que surge depois do pacto social e indica, portanto, a instituição do Estado. Para Hegel, porém, a "sociedade civil" é ainda uma forma imperfeita de Estado. Por isso ele a chama de "estado inferior" ou "externo". Essa é a base de sua crítica ao contratualismo.
    Para maiores detalhes deve-se consultar o livro de N. Bobbio "Estado, governo, sociedade: para uma teoria geral da política".

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