Segundo MacIntyre o liberalismo oferece uma retórica pluralista e neutra cuja função é ocultar a profundidade de nossos conflitos. Em que medida a neutralidade, a imparcialidade e a indiferença do Estado para certas questões podem contribuir para a perpetuação de injustiças sociais?
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ResponderExcluirAssim como a neutralidade do Estado pode beneficiar as classes mais favorecidas e não mudar o estado das classes menos favorecidas, numa sociedade ideal, sem desigualdade social, ela deveria ser a base para a justiça social: sendo neutro, o estado não "privilegia" nenhuma classe, e a justiça poderia ser realizada.Mas note: numa sociedade ideal, sem desigualdade.Numa sociedade desigual,a imparcialidade apenas mantém tudo como está, sem mudanças.
ResponderExcluirGabriel Magrini Luiz Alonso
ResponderExcluirÉ de extrema importancia a neutralidade na justiça, pois apesar a injustiça social não justifica a injustiça do Estado. Dentro da premissa que a justiça do Estado deva favorecer aos menos favorecidos socialmente, isso abre um leque de discussões sobre a justiça e abrirá espaço para mais injustiças. Temos que partir da premissa de justiça igualitaria e trabalhar para a justiça social concomitantemente.
A neutralidade, a imparcialidade e a indiferença do Estado para certas questões pode contribuir para a perpetuação da desigualdade social, por exemplo, pois mantém os privilegiados da maneira que estão e não dá condições para os menos favorecidos reverterem o quadro. Por outro lado, na questão religiosa, o Estado deve ter todos estes atributos estabelecendo o Estado laico, porque do contrário agravará as injustiças sociais.
ResponderExcluirA neutralidade, a imparcialidade e a indiferença do Estado para podem contribuir para a perpetuação de injustiças sociais, quando o Estado não tenta diminuir a desigualdade social e assim faz com que mantenha o status de subordinação dos menos favorecidos para com os mais favorecidos quando o que realmente deveria ocorrer seria o inverso, porem isso só acorreria com intervenção do estado e quando isso não ocorre o estado permite com que a desigualdade permaneça.
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirPara quem não sabe estou cursando essa disciplina no período matutino e vim responder a questão atendendo a um pedido do professor Peluso e do professor Flamarion.
Acredito que todos os autores liberais estão completamentes alhieos a realidade do mundo. Um grande questionamento surgiu quando assistimos na disciplina Identidade e Cultura um filme chamado "Noticias de uma Guerra Particular" que trata do tráfico de grogas no Rio de Janeiro. Imaginamos Robert Nozick no meio do fogo cruzado e nos questionamos se ele continuaria a defender sua teoria.
Será que naquele lugar a atuação do estado não é válida? Será que o homem é capaz de quebrar o jogo econômico a seu favor e a favor da comunidade?
No meu post no blog do professor Peluso, escrevi que Nozick é o verdadeiro norte-americano membro do Tea-Party. Se os liberais, em minha opinião, tivessem conhecimento do mundo como ele é, não teriam coragem de escrever o que escrevem.
É fato que o Estado pode ser uma interferência, mas em sociedades injustas ele pode ser o libertador e isso, os liberais nunca vão entender.