Ao longo do curso foram examinadas as tentativas dos liberais e dos comunitaristas de resolver os intricados problemas da justiça. Os liberais se mostraram preocupados com o universalismo e indiferentes ao contexto, enquanto que os comunitaristas se revelaram obcecados pelo contexto e indiferentes ao universalismo. Esses tipos de abordagem, liberal ou comunitarista, conseguem dar conta dos problemas da justiça? Se sim, justifique a resposta. Se não, indique o que caracteriza a insuficiência dessas abordagens. Haveria uma outra abordagem possível?
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Acredito que o não se pode vestir o véu da ignorância e alegar ser justo algo que está completamente fora de um contexto. Também não acredito que deva existir diversos modos de se aplicar a justiça, baseando-se apenas no contexto onde se tentará definir o que é justo. Entendo que seja necessário conhecer a essência natural do contexto, isentando essa essência dos valores individuais da comunidade para que os problemas da justiça sejam resolvidos. Assim, nenhum extremo, tanto da parte dos liberais, quanto dos comunitaristas, estão no caminho de resolver os problemas da justiça, mas o caminho seria conhecer a essência dos valores e ,a partir dela, o utilizar o véu da ignorância para aplicar os conceitos de justiça.
ResponderExcluirPara fazer uma analise de justiça plena devemos considerar tanto o contexto como o universalismo uma vez que todo conhecimento possivel se faz necessario. Após ter o conhecimento todo devemos vestir o véu da ignorancia para realizar a justiça.
ResponderExcluirAcho que ainda é necessário uma investigação melhor, por parte dos filósofos políticos que tentam fundamentar uma teoria de justiça, sobre os assuntos da vontade geral e vontade individual. Pensa-se muito em o que é melhor para a população mas sem aprofundar mais o assunto para o que pode-se considerar mais comum, o que torna-se bom senso, o que já está intrínseco ao individuo (que a sociedade influenciou na formação de seus valores) e o que é natural ao ser humano. Talvez com uma melhor descontrução de todos conceitos de justo e injusto, até o ponto em que o ser humano é mais próximo possível do puro, seja um bom início. Talvez assim pode-se chegar em um novo conceito de justiça, que fuja de comparações a liberais e comunitaristas.
ResponderExcluirAs abordagens: liberal e comunitaristas separadamente não conseguem dar conta de todos os problemas presentes na justiça, pois o contexto que é deixado de lado pelos liberais tem grande importância no momento de avaliar se algo é justo ou não, porém deve existir um limite, que não é imposto pelos comunitaristas, para interpretar os atos dentro de um contexto, pois alguns atos devem ser considerados injustos mesmo que dentro daquela comunidade e contextos sejam considerados justos. Assim deveria existir uma nova abordagens que considerasse o contexto mas que não o tornasse como único modo de analisar o justo e o injusto.
ResponderExcluirEu concordo ao dizerem que deve-se considerar o contexto e o universalismo. Os problemas da justiça não tratam de uma ciência exata e portanto o contexto deve ser considerado. Também, o universalismo deve ser aplicado para que os casos sejam guiados dentro de limites primários.
ResponderExcluirSegundo Hans Kelsen, a Justiça pode ser definida como uma ordem social reguladora da conduta dos homens em prol de satisfazer todos, isto é, que todos encontrem nela sua felicidade. Portanto, a justiça é a felicidade social. Entretanto, há o problema de alcançar esta felicidade geral, já que é impossível satisfazer a todos com seus interesses individuais, pois satisfazer um quer dizer retirar algo de outro, causando ao mesmo tempo a felicidade de um e não felicidade de outro indivíduo. Os liberais não levam em conta o contexto e ao passo que cada indivíduo busca sua felicidade é possível obter a felicidade geral, porém isto é quase impossível. Já os comunitaristas se preocupam com o geral, portanto há minorias que se sentem injustiçadas. Assim, talvez um equilíbrio entre estas duas abordagens poderia dar conta dos problemas da justiça.
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