1. Qual a diferença entre as concepções de Hobbes e Locke a respeito do estado de natureza? Qual dessas duas concepções mais corresponde àquilo que você acredita ser a natureza humana? Justifique a resposta.
Para responder a essa questão leia os textos de Hobbes e Locke postados no google docs.
Façam seus comentários até o fim da semana que vem (sexta-feira dia 24).
Este exercício não é obrigatório, mas vale um acréscimo de 0,10 na nota do trabalho.
A diferença entre as concepções de Hobbes e Locke a respeito do estado de natureza se encontra no fato de que par Hobbes o estado de natureza deve ser obrigatoriamente chamado de estado de guerra, ele até ressalta que o homem pode não passar o tempo todo em guerra mas os poucos intervalos de tempo não podem ser chamados de paz pois a guerra poderia estou a qualquer momento assim mesmo a guerra não estar ocorrendo nesse intervalos de tempo todos estão tensos somente esperando o inevitável, a volta da guerra. Já Locke acredita que o estado de natureza não deve ser necessariamente um estado de guerra ,como acredita Hobbes. Locke acredita que no estado de natureza as pessoas já possuíam socialização que era permitido devido a razão do homem que permitia com que o homem possuísse a definição do que é justo, injusto e que ele possui alguns direitos que por ninguém poderiam ser tirados como a liberdade e a propriedade privada. Esses direitos para Locke foram adquiridos na vida pré-social diferente de Hobbes que acreditava que o único direito anterior ao estado era a liberdade.
ResponderExcluirAcredito que a melhor concepção referente a natureza humana é a de Hobbes que dizia que o homem é o lobo do homem pois o homem é bem parecido um com o outro logo ira querer as mesmas coisas e irá lutar por aquilo, se não houver uma ordem que garanta o direito de propriedade as pessoas não irão livremente acreditar que algo pertence ao outro como acredita Locke dizendo que o direito de propriedade vem antes da formação do estado.
Luana Caetano Pereira - Turma B
hobbes tem a visão pessimista da natureza humana
ResponderExcluirhomem lobo do homem
a força e o que limita as açoes dos homens
o unico direito natural e o da aut preservaçao
para regular essa situçao deve existir um estado com poder absoluto sobre a populaçao.
locke
acredita que existem leis basicas da natureza que são observados
por exemplo direito a propriedade e liberdade
e ele descreve o estado como absoluto desde que cumpra seu papel social de prover um ambiente apropriado para a manutençao dos direitos dos individuos,
eu tenho uma tendencia mais aos ideais de locke da sociedade acho suas interpretáçoes mais coerente e menos radicais que hobbes não creio nesse estado natural totalmente pessimista de hobbes se bem que concordo no ponto em que praticamente tudo na humanidade tem interesses por traz inclusive a guerr e a paz.
Professor, enquanto estava lendo sobre a teoria de Locke, tive uma dúvida:
ResponderExcluir"Todavia, a força, ou um desígnio declarado de força, contra a pessoa de outrem, quando não existe qualquer superior comum sobre a Terra para quem apelar, constitui o estado de guerra;"
"a força sem o direito sobre a pessoa de um homem provoca um estado de guerra não só quando há como quando não há juiz comum.”
Pelo que eu entendi um dos trechos fala que o estado de guerra se caracteriza pela não existência de um superior comum para quem apelar e o outro trecho fala que pode haver estado de guerra tanto quando há um juiz comum como quando não há. Tem alguma diferença entre superior comum e juiz comum?
(obs: ambos os trechos foram transcritos ou do arquivo "Locke e o contrato social" ou do slide da aula)
Para Hobbes, o estado de natureza é aquele no qual o homem se encontra em guerra visto que não há uma força coercitiva que os obriga a cumprir seus pactos. Nessa guerra todos estão contra todos e, portanto, não há preocupação com outra coisa se não garantir sua própria segurança, não há noção de bem e mal nem de justo ou injusto e disso Hobbes nos mostra o significado de sua famosa frase "O homem é o lobo do homem"; não há desenvolvimento de tecnologia, nem nenhum tipo de conforto, desta forma a vida do homem se torna solitária, pobre, curta.
ResponderExcluirAo contrário, Locke diferencia os estados de natureza e guerra. No estado de natureza, os homens vivem guiados pela razão e em igualdade - não há um superior com autoridade de julgar e punir infratores, ao contrário, todos podem (tem o direito e o dever) de punir os infratores da lei estabelecida. O estado de guerra é caracterizado pelo uso da força contra outro, ou seja, quando há violência.
Ao meu ver, a concepção de Locke se aproxima mais à natureza humana, pois acredito que mesmo sem um poder coercitivo o homem pode viver em paz.
Hobbes diz que enquanto não houver um superior para assistir aos interesses de todos, os homens estariam em permanente guerra entre, pois seria essa a única maneira encontrada para manter seus bens e seus direitos de natureza.
ResponderExcluirEm Locke, os homens também devem preservar a si mesmos, porém, vê-se aí uma noção não tão brutal de estado de natureza como visto em Hobbes. Locke diz que apesar dos homens terem o dever de preservar suas vidas, não devem ferir ou prejudicar aos outros. Assim, no momento em que a força for empregada, o estado de natureza cede lugar ao estado de guerra. Em ambos os estados não há um superior a quem apelar.
Na minha opinião, a visão de Locke sobre o estado de natureza é a mais racional,onde ele considera o homem sendo capaz de viver em harmonia mesmo sem um superior. Ao contrário de Hobbes, o que me pareceu empregar uma visão mais selvagem do ser humano.
Paluana e alunos,
ResponderExcluirPara Locke, não devemos identificar estado de natureza e estado de guerra, como faz Hobbes. Para Locke o que caracteriza o estado de natureza é a ausência de um poder comum com autoridade sobre todos o que não acarreta necessariamente um estado de guerra. Este último é caracterizado pela presença da força sem o direito (isto é, a violação dos direitos naturais), tanto no estado de natureza quanto no estado civil. Ou seja, o que constitui o estado de guerra não é simplesmente a ausência do juiz ou superior comum, mas a violação dos direitos naturais do homem (direito à vida e à propriedade). Esta é a diferença em relação a Hobbes, para quem a simples ausência do poder comum dá origem ao estado de guerra.
Os trechos mencionados pela Paluana podem realmente causar alguma confusão, mas uma leitura atenta do capítulo III do "Segundo Tratado sobre o Governo" (de onde foi retirado o trecho) não deixa dúvida em relação ao verdadeiro pensamento de Locke.
Hobbes alega que o estado de natureza do ser humano é o estado de guerra entre todos e, por tal motivo, existe a necessidade de um estado absoluto que ordene tal condição natural de forma a evitá-la pois, o uso da força seria legítimo somente ao próprio Estado, responsável pela proteção de seus "contratantes".
ResponderExcluirLocke, por sua vez, vislumbra um estado de natureza racional onde o ser humano viveria de forma mais igualitária no ponto de vista social.
Eu, particularmente, creio num estado de natureza mais tendencioso às ideias de Hobbes pois, na sociedade atual existe uma "necessidade" de superioridade de uns sobre os outros e, tal anseio, levaria a sociedade a uma iminente tensão e preparação para o conflito, tanto para dominar outros quanto para sua própria proteção.