Vimos no último seminário a distinção de Isaiah Berlin entre dois conceitos de liberdade: a liberdade positiva, na qual há uma noção de autogoverno moral ou autodeterminação de um indivíduo, como membro de um grupo e a liberdade negativa, entendida como ausência de obstáculos à ação do indivíduo. Isso faz lembrar a distinção de Benjamin Constant entre a liberdade dos antigos (o ideal republicano de autogoverno que corresponde à liberdade positiva de Berlin) e a liberdade dos modernos (a liberdade do indivíduo que não pode ser violada por nenhuma ordenação política, o que remete à liberdade negativa de Berlin).
Qual dessas duas concepções de liberdade está na base da teoria da justiça de John Rawls? Ele está mais próximo da tradição liberal ou republicana?
Façam seus comentários até domingo dia 24/07.
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ResponderExcluirJohn Rawls defende a liberdade negativa, ou seja, princípio da liberdade igual assim a sociedade deve assegurar a máxima liberdade para cada pessoa compatível com uma liberdade igual para todos os outros. Porem destaca que "um acordo publico sobre as questões filosóficas básicas não pode ser alcançado sem o DESRESPEITO ESTATAL DAS LIBERDADES BASICAS", portanto se a sociedade for plural deve restringir RAZOAVELMENTE sua liberdade para buscar um MELHOR convívio assim "em uma sociedade marcada pelo fato do pluralismo, os princípios de justiça que devem regular a vida em comum NÃO podem se apoiar em qualquer concepção PARTICULAR de vida boa ou em doutrinas morais, filosóficas e religiosas abrangentes", podemos evidenciar esta questão problematizando uma situação fática, algumas religiões não permitem trabalhar de sábado, contudo o rapaz pertencendo a esta religião vai prestar um concurso publico que vai ter umas das atividades ao sábado. Pergunto: será que ele pode ser privado de prestar este concurso ou uma alteração de data não fere o principio da igualdade entre todos os participantes deste certame. Na concepção de Rawls poderíamos ter a duas resposta uma pelo principio da razoabilidade que ninguém pode ser privado de nada por credo religioso (CF brasileira) ou ferir a igualdade em os membros da sociedade fragilizaria a justiça e o contrato, a resposta para este dilema ético vou deixar para meu trabalho. Retornando, para ambos os autores (Rawls e Berlin) a liberdade só pode ser alcançado por meio do conhecimento, ou seja, +conhecimento - + liberdade assim são duas variáveis proporcionais. Assim a concepção se aproxima de tradição razoavelmente liberal com equidade.
ResponderExcluirProfessor queria levantar uma pergunta, tem algum autor que diz quanto menor o conhecimento maior é a liberdade do individuo? e já peço desculpa se errei mais acho que fico bem elaborada a resposta.
Caro Flamarion e alunos de "Teorias da Justiça" do período noturno,
ResponderExcluirParece que a turma do noturno é particularmente aplicada em responder as questões que o Professor põe para reflexão dos alunos. Estarei estimulando os alunos de "Teorias da Justiça" do matutino para que visitem o site de VCs. e, quem sabe, se atrevam a participar dos Comentários. Enquanto isso, sintam-se todos convidados a participar do site: teoriasdajustica.blogspot.com
Estaremos atentos à visita e participação de todos Vcs. Abraços. Prof. Peluso (Professor de "Teorias da Justiça" do período diurno).
A teoria da justiça de John Rawls contempla tanto a liberdade dos modernos quanto a liberdade dos antigos, porém está mais próxima da liberdade dos modernos. Assim pode-se perceber uma defesa maior de que o individuo possua uma valorização com relação ao governo e assim as liberades com relação à atuação política são consideradas básicas para a proteção de outras liberdades. Porém as pessoas não podem ter liberade para fazerem tudo, assim como na liberdade negativa o estado pode intervir até certo ponto, assim na parte em que o estado pode intervir ele deve garantir uma estrutura básica da sociedade para que seja possivel o desenvolvimento de capaciddes individuais.
ResponderExcluirA concepção de liberdade que está na base da teoria da justiça de John Rawls é a liberdade negativa, pois ele afirma que a comunidade política deve ser capaz de proteger os direitos do cidadão em face do Estado e dos outros indivíduos. Isto é, os princípios de justiça social regulam o sistema econômico e social, são escolhidos na forma original, sem privilégios para nenhum indivíduo e são resultado de uma escolha racional. Isso gera os princípios fundamentais de justiça e dentre eles está o de que todas as pessoas possuem igual direito a um projeto satisfatório de direitos e liberdades básicas iguais para todos, compatível com os demais e as liberdades têm seu valor equitativo garantido. Nota-se em sua obra uma prioridade do direito sobre o bem, o que significa que os direitos individuais não devem ser sacrificados pelo bem comum, estando mais próximo da tradição liberal, em que não se preocupa com a participação do indivíduo para formar os valores comuns.
ResponderExcluirCaros,
ResponderExcluirEmbora Rawls pretenda resolver a pendência entre a liberdade dos antigos e a liberdade dos modernos, é possível observar a prioridade das "liberdades negativas" em seu pensamento. Isso é demonstrado pelo comentário crítico de Habermas.
Caro Gabriel,
ResponderExcluirNão conheço nenhum autor que diga que o homem é mais livre quando menos conhece. Mas é claro que tudo depende do que se entende por liberdade. E por conhecimento.