O que diferencia o liberalismo clássico (de Locke, A. Smith, J. S. Mill e Tocqueville) do liberalismo contemporâneo de autores como Rawls e Dworkin?
Para responder a essa questão e a anterior, leia o texto "Liberalismo clássico" postado no "google docs".
Responda essa questão até o domingo dia 24/07.
O que diferencia o liberalismo clássico do liberalismo comtemporâneo é o fato de que o liberalismo classico se preocupava mais com os limites do poder político, sobre os limites de intervensão do estado, deste modo tem-se a introdução do conceito de direitos naturais como uma necessidade pára se contruir um governo justo dando um foco ao conceito de soberania que não ocorre no liberalismo contemporâneo. Já o liberalismo contemporâneo defendido por Rawls e Dworkin não se preocupa na construção de um governo político mas com a reflexão sobre as teorias da justiça, e deste modo esta corrente se preocupará com os principios de justiça postos na sociedade. Rawls insere no debate o conceito de “comunidade política” concebida racionalmente e diz respeito a cooperação das pessoas para administrar as questoes da justiça mas não necessáriamente como um estado soberano, diferente assim do liberalismo clássico.
ResponderExcluirFoi meu sábado e inicio de domingo para escrever este post, mas acho que vou utilizar ele no trabalho. Inicialmente fiz um resumo do texto indicado pelo professor, depois comparei.
ResponderExcluirO liberalismo Clássico tem como pilares os direitos do cidadão à sua vida e sua propriedade, há necessidade da tolerância política e religiosa e a luta por um sistema político que não centralize todo o poder.
Dentro os autores do liberalismo clássico têm Hobbes (que muitos não consideram como autor desta vertente): "A liberdade é apenas o silêncio das leis". Contudo Hobbes trás que a vida e propriedades são invioláveis sendo, portanto, não só o motivo para o pacto, mas também a razão de ser do Estado e neste sentido que ele defende um Soberano. Já Locke (co-fundador do pensamento liberal) trás em suas obras esses preceitos liberais, as leis naturais são que invioláveis e outro ponto e a legitimidade do poder vigente (para o autor o governo deve ser o consenso da sociedade e não pode ser diferente da população) e neste sentido de forma inicial sugere a separação dos poderes na Inglaterra, uma para executar (Executivo) e outro para fiscalizar as atitudes do executivo e criar as leis (legislativo). E outro ponto ventilado por Locke e a tolerância religiosa, pois a religião deveria ser algo para a salvação do espírito. Outro autor Mandeville, diz "Cada qual querendo seu próprio bem ajudaria ao bem comum, independentemente da intenção pessoal de cada um" e assim trabalhando a dicotomia entre vícios e virtudes para o viver em sociedade, assim tomando nota desta obra de Mandeville, David Hume diz que a paixão deve nortear os atos com auxilio da razão e neste sentido diz que “na natureza humana não existe qualidade mais visível, seja em si mesma seja em seus resultados, do que a nossa propensão em SIMPATIZAR com os outros, e receber por comunicação suas inclinações e sentimentos, por diferentes ou opostos que sejam aos nossos”. Adam Smith trás um contra ponto a Mandeville e Hobbes dizendo que a sociedade humana “... é uma grande, imensa máquina, cujos movimentos regulares e harmoniosos produzem mil resultados agradáveis, e esses resultados seriam promovidos pela virtude, não pela busca desenfreada da satisfação das paixões.” E assim sugere que a principal qualidade humana seria a da simpatia, como Hume, para o convívio em uma sociedade civil , e sugere o livre-mercado entre os paises para que todos pudessem prosperar, ou seja, a divisão do trabalho entre os pais assim um produziria determinados produtos e vendiam entre si, para todos prosperar, e por analogia sugere esta divisão de trabalho nas fabricas (que ora estavam surgindo) contudo para garantir a simpatia no mercado ele traz a “mão invisível” que serve para trazer a simpatia (equilíbrio entre as nações) ao mercado. Para Mill o “único propósito pelo qual o poder pode ser exercido de forma justa sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a vontade dele, é o de prevenir danos aos outros”.
Como podemos observar os autores clássicos do liberalismo estavam mais debruçados para a questão interferência política como restrição a liberdade, isto por que o tempo à qual viveram não tinham um plena democracia constitucional funcionando, um dos únicos a ver foi Tocqueville ao visitar os EUA, porem Rawls e Dworkin observaram as democracias a todo vapor, e sua corrente de liberal, discute também a equidade entre os membros participantes, assim Dworkin diz sobre uma sociedade Liberal “que tenta maximizar os bens da liberdade (aquilo que era defendido pelos clássicos) e do autogoverno coletivo (representatividade – como Locke dizia que o governo não devia ficar a quem a sociedade e sim fazer parte) em conformidade com direitos fundados na igualdade” e os contemporâneos também fazem uma reflexão sobre o modo de “funcionamento da justiça” e Rawls que a justiça deve ter dois princípios: “1-Cada pessoa tem direito igual a um esquema plenamente adequado de direitos e liberdades básica iguais; (igualdade) 2-As desigualdades sociais e econômicas devem satisfazer duas condições: a)elas devem estar ligadas a cargos e posições abertos a todos em condições de justa igualdade de oportunidade; b) elas devem beneficiar maiormente os membros desfavorecidos da sociedade”.
ResponderExcluirPortanto os liberais clássicos refletiram em maior tempo sobre a questão da liberdade e suas restrições pelo poder constituído, por outro lado os contemporâneos exalam que a equidade entre os membros deve ser plena e que a justiça deve garantir isto.
Segundo o texto "Liberalismo clássico" postado no "google docs", o Liberalismo clássico defende os direitos do cidadão à sua vida e propriedade, com uma tolerância política e religiosa e na luta por um sistema político que não centralize o poder em um só indivíduo. Porém, além destas características gerais, há certas diferenças, principalmente entre o liberalismo clássico de Locke, Adam Smith, J. S. Mill e Tocqueville do liberalismo contemporâneo de John Rawls e Dworkin. Os primeiros enfatizavam os limites da interferência do Estado na vida dos indivíduos, a questão da soberania e dos direitos naturais em prol de um bom governo.
ResponderExcluirPor outro lado, John Rawls e Dworkin enfatizam a reflexão acerca das teorias da justiça, isto é, sobre o seu funcionamento, não mais com conceitos como soberania, por exemplo, pois como estavam em um outro momento, em que reinava a democracia, referem-se também à equidade dos membros participantes da política.