quarta-feira, 13 de julho de 2011

Questão 6

O que diferencia o liberalismo clássico (de Locke, A. Smith, J. S. Mill e Tocqueville) do liberalismo contemporâneo de autores como Rawls e Dworkin?

Para responder a essa questão e a anterior, leia o texto "Liberalismo clássico" postado no "google docs".

Responda essa questão até o domingo dia 24/07.

4 comentários:

  1. O que diferencia o liberalismo clássico do liberalismo comtemporâneo é o fato de que o liberalismo classico se preocupava mais com os limites do poder político, sobre os limites de intervensão do estado, deste modo tem-se a introdução do conceito de direitos naturais como uma necessidade pára se contruir um governo justo dando um foco ao conceito de soberania que não ocorre no liberalismo contemporâneo. Já o liberalismo contemporâneo defendido por Rawls e Dworkin não se preocupa na construção de um governo político mas com a reflexão sobre as teorias da justiça, e deste modo esta corrente se preocupará com os principios de justiça postos na sociedade. Rawls insere no debate o conceito de “comunidade política” concebida racionalmente e diz respeito a cooperação das pessoas para administrar as questoes da justiça mas não necessáriamente como um estado soberano, diferente assim do liberalismo clássico.

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  2. Foi meu sábado e inicio de domingo para escrever este post, mas acho que vou utilizar ele no trabalho. Inicialmente fiz um resumo do texto indicado pelo professor, depois comparei.
    O liberalismo Clássico tem como pilares os direitos do cidadão à sua vida e sua propriedade, há necessidade da tolerância política e religiosa e a luta por um sistema político que não centralize todo o poder.
    Dentro os autores do liberalismo clássico têm Hobbes (que muitos não consideram como autor desta vertente): "A liberdade é apenas o silêncio das leis". Contudo Hobbes trás que a vida e propriedades são invioláveis sendo, portanto, não só o motivo para o pacto, mas também a razão de ser do Estado e neste sentido que ele defende um Soberano. Já Locke (co-fundador do pensamento liberal) trás em suas obras esses preceitos liberais, as leis naturais são que invioláveis e outro ponto e a legitimidade do poder vigente (para o autor o governo deve ser o consenso da sociedade e não pode ser diferente da população) e neste sentido de forma inicial sugere a separação dos poderes na Inglaterra, uma para executar (Executivo) e outro para fiscalizar as atitudes do executivo e criar as leis (legislativo). E outro ponto ventilado por Locke e a tolerância religiosa, pois a religião deveria ser algo para a salvação do espírito. Outro autor Mandeville, diz "Cada qual querendo seu próprio bem ajudaria ao bem comum, independentemente da intenção pessoal de cada um" e assim trabalhando a dicotomia entre vícios e virtudes para o viver em sociedade, assim tomando nota desta obra de Mandeville, David Hume diz que a paixão deve nortear os atos com auxilio da razão e neste sentido diz que “na natureza humana não existe qualidade mais visível, seja em si mesma seja em seus resultados, do que a nossa propensão em SIMPATIZAR com os outros, e receber por comunicação suas inclinações e sentimentos, por diferentes ou opostos que sejam aos nossos”. Adam Smith trás um contra ponto a Mandeville e Hobbes dizendo que a sociedade humana “... é uma grande, imensa máquina, cujos movimentos regulares e harmoniosos produzem mil resultados agradáveis, e esses resultados seriam promovidos pela virtude, não pela busca desenfreada da satisfação das paixões.” E assim sugere que a principal qualidade humana seria a da simpatia, como Hume, para o convívio em uma sociedade civil , e sugere o livre-mercado entre os paises para que todos pudessem prosperar, ou seja, a divisão do trabalho entre os pais assim um produziria determinados produtos e vendiam entre si, para todos prosperar, e por analogia sugere esta divisão de trabalho nas fabricas (que ora estavam surgindo) contudo para garantir a simpatia no mercado ele traz a “mão invisível” que serve para trazer a simpatia (equilíbrio entre as nações) ao mercado. Para Mill o “único propósito pelo qual o poder pode ser exercido de forma justa sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a vontade dele, é o de prevenir danos aos outros”.

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  3. Como podemos observar os autores clássicos do liberalismo estavam mais debruçados para a questão interferência política como restrição a liberdade, isto por que o tempo à qual viveram não tinham um plena democracia constitucional funcionando, um dos únicos a ver foi Tocqueville ao visitar os EUA, porem Rawls e Dworkin observaram as democracias a todo vapor, e sua corrente de liberal, discute também a equidade entre os membros participantes, assim Dworkin diz sobre uma sociedade Liberal “que tenta maximizar os bens da liberdade (aquilo que era defendido pelos clássicos) e do autogoverno coletivo (representatividade – como Locke dizia que o governo não devia ficar a quem a sociedade e sim fazer parte) em conformidade com direitos fundados na igualdade” e os contemporâneos também fazem uma reflexão sobre o modo de “funcionamento da justiça” e Rawls que a justiça deve ter dois princípios: “1-Cada pessoa tem direito igual a um esquema plenamente adequado de direitos e liberdades básica iguais; (igualdade) 2-As desigualdades sociais e econômicas devem satisfazer duas condições: a)elas devem estar ligadas a cargos e posições abertos a todos em condições de justa igualdade de oportunidade; b) elas devem beneficiar maiormente os membros desfavorecidos da sociedade”.
    Portanto os liberais clássicos refletiram em maior tempo sobre a questão da liberdade e suas restrições pelo poder constituído, por outro lado os contemporâneos exalam que a equidade entre os membros deve ser plena e que a justiça deve garantir isto.

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  4. Segundo o texto "Liberalismo clássico" postado no "google docs", o Liberalismo clássico defende os direitos do cidadão à sua vida e propriedade, com uma tolerância política e religiosa e na luta por um sistema político que não centralize o poder em um só indivíduo. Porém, além destas características gerais, há certas diferenças, principalmente entre o liberalismo clássico de Locke, Adam Smith, J. S. Mill e Tocqueville do liberalismo contemporâneo de John Rawls e Dworkin. Os primeiros enfatizavam os limites da interferência do Estado na vida dos indivíduos, a questão da soberania e dos direitos naturais em prol de um bom governo.
    Por outro lado, John Rawls e Dworkin enfatizam a reflexão acerca das teorias da justiça, isto é, sobre o seu funcionamento, não mais com conceitos como soberania, por exemplo, pois como estavam em um outro momento, em que reinava a democracia, referem-se também à equidade dos membros participantes da política.

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